Nocast

Governo Lula vê chance de crescer nas áreas de energia e agronegócio com redução nas compras indianas de petróleo russo.

governo brasileiro intensificou as negociações para ampliar o comércio com a Índia após o tarifaço imposto por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos, que busca novo mandato, aplicou sobretaxas de até 75% sobre produtos brasileiros e indianos, acirrando a disputa internacional por mercados estratégicos.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que a Índia, país mais populoso do mundo e em acelerado processo de industrialização, ainda é pouco explorada pelos exportadores nacionais. Atualmente, mais de 60% das vendas brasileiras para Nova Délhi se concentram em óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto.

De acordo com fontes do governo ouvidas pela CNN, a estratégia comercial do Brasil com a Índia avança em três frentes. A primeira mira diretamente o petróleo. Com a decisão dos EUA de punir a Índia por manter alto volume de compras energéticas da Rússia — cerca de 30% do total importado —, o Brasil vê uma oportunidade de ocupar parte desse espaço.

Mesmo representando hoje apenas 1% das importações indianas de petróleo, o Brasil já tem esse item como o segundo principal da sua pauta exportadora para o país asiático.

A segunda frente é liderada pelo Ministério da Agricultura, que trabalha desde o início do governo Lula para diversificar mercados. A expectativa é abrir espaço para produtos como etanol, frutas, algodão, pulses, feijões, café, suco de laranja, carne de aves, pescado e genética bovina.

A terceira e mais complexa frente de atuação envolve a ampliação do acordo comercial preferencial entre o Mercosul e a Índia. Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para o país estão cobertas pelo tratado, que abrange 450 produtos em um universo de cerca de 10 mil. O objetivo é negociar a inclusão de novos itens do agronegócio, cortes nas tarifas e a remoção de barreiras comerciais.

Durante a visita do primeiro-ministro Narendra Modi ao Brasil, em julho, os dois países assinaram acordos de cooperação nas áreas de segurança, energia e transformação digital, reforçando o interesse mútuo em estreitar os laços bilaterais diante da tensão comercial com os EUA

Fonte Agora RN

By Nocast

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *