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Trump e Putin, frente a frente

Donald Trump e Vladimir Putin vão ficar cara a cara hoje. A reunião será em território americano, numa base militar do Alasca que já foi usada para espionar a ex-União Soviética. A Casa Branca explicou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não vai participar porque foi Vladimir Putin quem pediu para se encontrar com Donald Trump.

O presidente americano disse que “será como uma partida de xadrez”. É a primeira cúpula entre os dois países desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022. E o debate sobre as regiões ucranianas atualmente ocupadas por tropas russas será o ponto central das negociações. Putin controla militarmente cerca de 20% de todo o território ucraniano.

No primeiro momento da reunião, apenas Putin e Trump estarão na sala, acompanhados pelos intérpretes. Os dois devem ficar a sós por cerca de uma hora. Só depois disso as comitivas, formadas por ministros e secretários, participarão das negociações.

Está programada uma entrevista coletiva de Trump e Putin logo depois das conversas.

Chanceler da Rússia “erra” o “dress code

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, falou com a imprensa estatal russa ao chegar ao Alasca para a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin… Ele usava uma camisa com as iniciais da antiga União Soviética: CCCP… Em português, URSS.

Silas Malafaia “investigado” pela PF

O pastor Silas Malafaia, um dos maiores líderes religiosos do Brasil, está sendo investigado pela Polícia Federal. Ele foi incluído no mesmo inquérito aberto em maio que envolve Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo e apura ações contra autoridades, contra o Supremo Tribunal Federal, contra agentes públicos e a busca por sanções internacionais contra o Brasil. Essas ações, segundo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, buscam “atrapalhar o andamento do processo no qual Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado”.

Os crimes investigados são: coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O pastor, que é o principal organizador das manifestações que pedem liberdade, justiça e apoiam Jair Bolsonaro, reclamou que não foi avisado pela PF sobre o inquérito. Ele soube que tinha sido incluído na investigação quando recebeu ligação de um jornalista da Globo News. A emissora recebeu a informação com “exclusividade”.

Deu ruim no “botequim” do STF

Os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso discutiram na sessão do Supremo Tribunal Federal dessa quinta-feira. O embate se deu em torno da relatoria de ação que ampliou a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para remessas ao exterior.

No fim da sessão, Fux fez questão de demonstrar insatisfação por não ter permanecido com a relatoria da ação sobre a Cide. O ministro ressaltou que já foi voto vencido em outros julgamentos, como o do juiz de garantias, mas nunca teve a relatoria retirada.

Houve bate-boca entre os dois ministros, e Barroso encerrou a sessão demonstrando irritação. Os outros ministros se levantaram para sair do plenário, e Flávio Dino fez o gesto de “tá maluco”, com André Mendonça e Alexandre de Moraes próximos a ele. Definitivamente, o clima no Supremo já não é mais de afagos mútuos, piadinhas e brincadeirinhas…

O STF e a admiração pela ditadura chinesa

O STF tem mais em comum com a China do que a “admiração” pelo regime autoritário, declarada recentemente pelo ministro Gilmar Mendes. O Supremo Tribunal Federal do Brasil e a Suprema Corte da China vêm estreitando cada vez mais uma parceria de cooperação de informações e uso de tecnologias, sobretudo de Inteligência Artificial (IA) entre os dois países.

A questão é que o STF se recusa a dizer exatamente o que é essa parceria. Segundo a Corte, o objetivo é encontrar “áreas de interesse comum para o lançamento de iniciativas de cooperação bilateral e aprofundar o conhecimento mútuo dos sistemas judiciais de cada país para modernizá-los”. Só que, na prática, o STF não explica quais são essas iniciativas, os interesses em comum ou o que exatamente vão trocar de informações.

O STF não respondeu a essas questões nem enviou os memorandos sobre os dois encontros recentes entre o supremo da China e o do Brasil, realizados em 2024 e 2025. Os ofícios que detalhariam o que foi acordado também não estão acessíveis no site do tribunal. Ou seja, não é possível saber de fato o que prevê esse acordo do STF com a Suprema Corte da China.

Em termos práticos, ainda que o STF diga que a colaboração é técnica e voltada à modernização, o seu papel central na política brasileira somado à proximidade com o regime chinês gera dúvidas – e a declaração do ministro Gilmar Mendes, que elogiou a China em junho deste ano, só piorou a situação. A falta de detalhes sobre o teor do acordo também não ajuda.

No meio do caminho tem o Motta

Deputados da oposição já se preparam para reagir a um eventual revés no acordo com caciques do Centrão para votar a PEC do fim do foro privilegiado e, depois, a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.

Nos bastidores, deputados do PL de Jair Bolsonaro prometem obstruir as votações no plenário caso o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não paute a PEC do fim do foro nas próximas semanas.

Inicialmente, a oposição esperava que a PEC do fim do foro fosse votada já nesta semana. Após pedidos de partidos de centro e da esquerda, contudo, o presidente da Câmara optou por não pautar a proposta.

Apesar do desejo do Centrão em retirar investigações relacionadas às emendas parlamentares das mãos do STF, há um receio de que a situação possa piorar ainda mais quando analisada por juízes de primeira instância…

Paraguai dando banho no Brasil

O Paraguai terá um centro antiterrorista, com agentes treinados pelo FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos) para compilar informações de inteligência contra o Hezbollah na Tríplice Fronteira com o Brasil e a Argentina.

A informação foi confirmada pelo ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera. Segundo ele, a unidade será instalada em Assunção, com 15 policiais que foram formados pelo FBI e que terão uma base do lado paraguaio na Tríplice Fronteira.

O ministro afirmou o seguinte: “Nós declaramos o Hezbollah uma organização terrorista, e não somente os homens armados, como todos os membros do partido”. Ele ressaltou que o Paraguai está atuando lado a lado com os Estados Unidos no combate ao terrorismo.

Em maio, o governo de Donald Trump anunciou uma recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre as redes financeiras do Hezbollah na fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, numa tentativa de interromper os mecanismos financeiros da organização.

O ministro do Paraguai também anunciou que o centro antiterrorista atuará ainda contra o crime organizado: “O terrorismo e o crime organizado estão ligados, um financia o outro”.

Fonte; Timeline

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