Estado lidera na energia eólica e possui vocações estratégicas, mas gargalos em infraestrutura, saneamento e logística travam investimentos e desenvolvimento.
Apesar de liderar a produção nacional de energia eólica e ter vocações consolidadas em turismo, fruticultura e mineração, o Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades para transformar essas vantagens em crescimento econômico consistente. Problemas em infraestrutura, saneamento, segurança e conectividade reduzem a competitividade do estado, dificultam a atração de investimentos privados e limitam setores estratégicos, como turismo, energia renovável e logística.
O presidente da Federação do Comércio do RN (Fecomércio), Marcelo Queiroz, destacou os gargalos mais críticos. “Em coleta e tratamento de esgoto, o RN e Natal estão entre os piores do país”, afirmou, citando dados do Instituto Trata Brasil (2023). Segundo ele, os desafios logísticos se multiplicam em rodovias, aeroportos e portos, gerando custos adicionais que impactam diretamente o comércio e o turismo. “Apesar de investimentos recentes do governo estadual na recuperação de rodovias, ainda há um longo caminho a percorrer”, completou.
Fonte: Agora RN