Redução de 7,18% atinge custeio e assistência estudantil, segundo a Reitoria
Redação
24/12/2025 | 17:42
A Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) emitiu um alerta sobre a redução orçamentária imposta às universidades federais pelo Congresso Nacional durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Na UFRN, o corte é de 7,18%, o que representa uma perda de R$ 14.738.445,00 em relação ao valor previsto no projeto original.
Com a aprovação da LOA, o orçamento de custeio da instituição para 2026 foi reduzido de R$ 205,1 milhões para R$ 190,4 milhões. O valor aprovado para o próximo ano é inferior ao orçamento discricionário de 2025, que foi de R$ 195,6 milhões.
Segundo o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, a redução compromete a manutenção básica da universidade. “Esses cortes impactam fortemente o funcionamento da Universidade, em compromissos como pagamentos de energia elétrica, contratos de terceirização e na assistência estudantil”, afirmou.
A assistência estudantil concentra a maior preocupação da gestão. O setor, que já precisou de complementação de recursos em 2025 por insuficiência orçamentária, teve redução de 7,33% para 2026 em comparação ao projeto inicial, passando a contar com verba inferior à do ano corrente.
Diante do cenário, Daniel Diniz disse esperar que o Ministério da Educação (MEC) atue para recompor os valores, como ocorreu em anos anteriores. Para o reitor, as instituições federais necessitam de um modelo de financiamento que assegure previsibilidade e recursos suficientes para o cumprimento de suas atribuições.
O impacto do corte é nacional. Conforme análise da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o orçamento das 69 universidades federais do país teve redução total de R$ 488 milhões, com média nacional de 7,05% nos recursos discricionários. Para a entidade, “os cortes aprovados agravam um quadro já crítico” do ensino superior brasileiro.