Advogado e marido dela, Marcos Gonçalves denunciou o que chamou de “agressão covarde” num comunicado nas redes sociais.
A professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Melina Fachin foi alvo de agressões verbais e de uma cusparada na última sexta-feira 12, em seu local de trabalho. Filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin e diretora da Faculdade de Direito da UFPR, ela foi chamada de “lixo comunista” por um homem no momento em que deixava a Faculdade de Direito da instituição.
Advogado e marido dela, Marcos Gonçalves denunciou o que chamou de “agressão covarde” num comunicado nas redes sociais. Segundo ele, um homem branco, que não se identificou, se aproximou e desferiu uma cusparada na professora enquanto a xingava.
“Esta violência é fruto da irresponsabilidade e da vilania de todos aqueles que se alinharam com o discurso de ódio propalado desde o esgoto do radicalismo de extrema direita, que pretende eliminar tudo que lhe é distinto”, escreveu Gonçalves, na nota.https://www.instagram.com/reel/DOhP4kJkdSd/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=675&rd=https%3A%2F%2Fagorarn.com.br&rp=%2Fultimas%2Fhomem-xinga-e-cospe-em-filha-de-fachin-em-universidade-do-parana-lixo-comunista%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A212.09999990463257%7D
O autor da agressão não foi identificado. O advogado atrelou o episódio a outro momento de tensão na universidade, na terça-feira passada. Na ocasião, estudantes bloquearam o acesso ao prédio do Direito da UFPR, que receberia o evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”. O painel havia sido organizado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em meio ao julgamento da Corte sobre a trama golpista.
A universidade cancelou o encontro, mas o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini teriam tentado entrar no local.
A comunidade universitária prestou solidariedade a Melina. O Centro de Estudos da Constituição da UFPR publicou nota em que “manifesta seu mais veemente repúdio ao ataque sofrido” pela professora.
“A professora Melina foi alvo de violência física e verbal em uma clara tentativa de intimidação, por ato covarde que atinge os valores de liberdade e democracia que sustentam a universidade pública e o espaço coletivo. Não se trata de um episódio isolado: é um sintoma grave da intolerância e do autoritarismo que ameaçam transformar o espaço universitário e democrático em palco de violência e silenciamento”, diz a nota.
Agora RN
Liberdade e democracia na universidade pública? E porque impediram o evento programado? Foi democrático? Dois pesos e duas medidas? Quem foi extremista? Lamentável essa polarização. As universidades públicas cada vez mais decadentes.