Capital do Rio Grande do Norte foi fundada em 25 de dezembro de 1599 e terá shows em Ponta Negra até 31 de dezembro
Capital do Rio Grande do Norte, Natal completa 426 anos de história nesta quinta-feira 25. O nome da cidade foi escolhido pelo fato de ter sido fundada, em 1599, na data religiosa que celebra o nascimento de Jesus.
Para marcar o aniversário, a programação do Natal em Natal prevê, nesta quinta-feira, shows de Gilmar Bezerra, Fernanda e Gislaine, Marquinhos Gomes e Davi Sacer, na estrutura montada na orla da praia de Ponta Negra, na Zona Sul da cidade. As apresentações seguem até 31 de dezembro.
Natal é o município mais populoso do estado, com população estimada pelo IBGE em 784.249 pessoas, o que representa quase um quarto dos 3.455.236 habitantes do Rio Grande do Norte. O número coloca a cidade na 18ª posição entre as capitais brasileiras. Fundada entre o mar e o Rio Potengi, a cidade concentra atividades do turismo, do poder público estadual e federal, além de ações culturais e econômicas.
História da cidade
Natal surgiu a partir da intenção espanhola de expulsar os franceses do litoral brasileiro durante a União das Coroas Ibéricas (1580–1640). O rei da Espanha, Felipe II, determinou a construção de uma fortaleza para proteger a Barra do Rio Grande e a fundação de uma cidade a uma légua da fortificação. Primeiro, os franceses foram expulsos da Paraíba; depois, do Rio Grande.
Em 6 de janeiro de 1598, foi inaugurada a Fortaleza dos Santos Reis, hoje chamada Fortaleza dos Reis Magos, em referência ao Dia de Reis. Quase dois anos depois, a uma légua da edificação, nasceram os limites da cidade, demarcados em 25 de dezembro de 1599. Historiadores relatam que a missa de Natal foi aproveitada para a fundação, embora não haja provas documentais sobre a escolha da data.
Os registros históricos apontam três possíveis fundadores: Mascarenhas Homem, Jerônimo de Albuquerque e João Rodrigues Colaço. No início, Natal se restringia a poucos quilômetros, dos arredores da atual Praça das Mães, na Ribeira, até a Praça da Santa Cruz da Bica, na Cidade Alta. Duas cruzes marcavam os limites; hoje, permanece uma cruz simbólica na Praça da Santa Cruz da Bica.
Nova Amsterdã
Outro período marcante foi a invasão holandesa, em 1633, quando a cidade passou a ser chamada de Nova Amsterdã. Um relatório da época indicava cerca de 30 casas, a maioria coberta por palhas. Um bispo português registrou a constatação: “Natal não existe tal”. Em 1817, o escritor inglês Herry Koster, no livro Viagem pelo Brasil, escreveu: “Se chamam isso de cidade, o que serão as aldeias e vilas?”.
Segundo Câmara Cascudo, em História da Independência do Brasil no RN, em 1822, Natal tinha cerca de 700 habitantes. A cidade passou por mudanças na segunda metade do século XIX com a expansão do algodão, que impulsionou a economia local, especialmente na Ribeira, às margens do Rio Potengi.
Século XX e Segunda Guerra
No início do século XX, entre 1908 e 1913, durante o governo de Alberto Maranhão, foram realizados investimentos em infraestrutura, com iluminação pública a gás, bondes puxados por animais e a conclusão de obras como o Teatro Alberto Maranhão. A partir de 1912, surgiram bairros como Tirol, Petrópolis, Alecrim e Ribeira, além do planejamento de avenidas como Afonso Pena, Rodrigues Alves e Campos Sales.
Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, Natal recebeu uma base americana, o que atraiu investimentos e cerca de 10 mil soldados, elevando a população local. A presença foi consolidada em 28 de janeiro de 1943, quando Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt se encontraram às margens do Rio Potengi, no evento conhecido como Conferência do Potengi. O local é preservado como o Museu da Rampa, no bairro Santos Reis, Zona Leste da cidade.